segunda-feira, 3 de março de 2014

Carnaval


Sempre vivi muito intensamente o Carnaval, tal como sempre vivi muito intensamente tudo aquilo que nunca tive. Sempre me deslumbrei com o exotismo da Marquês de Sapucaí e o luxo e mistério da Praça de São Marcos.

Enquanto crescia, o mais próximo que tive de Carnaval foi um lenço ao pescoço com uma caixa de fósforos, daquelas de madeira e papel azul (os da minha idade lembram-se de certeza), um chapéu de palha com as abas presas com dois pedaços de arame e uma pistola de plástico com fulminantes.
Aos 10 anos era o que se chamava de Cowboy instantâneo.
Foi única vez que me "mascarei" para brincar ao Carnaval.

Mais tarde já "jovem adulto" farto de viver mascarado deixei-me de "carnavais" só voltando a ele na faculdade. Fui escocês, Merlin, hippye, Zorro, Zé Chunga e... mais nada que gente séria não se vai em carnavais.

Mas nunca me passou o tal fascínio de um dia, um dia destes, ir ver in loco o Carnaval, seja ele no Rio ou em Veneza.

Quem sabe se amanhã...